Uma nova Besta?

15° Episódio

Capítulo I



Foi em vão tentar acordar Last para responder onde eu estava e o que ele havia descoberto...
Alguns momentos depois Magno disse:

- Espera estou ouvindo ele!

= Como Cigano?

- Mentalmente shiiiiiiii...

Todos ficaram em silêncio esperando ansiosos  se Magno conseguiria mesmo ouvir Last... Pouco depois ele disse:

- Águias gigantes! Ele disse águias gigantes... Montanha encantada. Só consegui isso.

Elessar disse que as que ele conhecia eram em outro mundo e não poderiam atravessar portais, então foram novamente ao acampamento de Mat falar com o Kaku.
Enquanto os Heróis tentavam descobrir com o velho Kaku. o mistério da ave que me levou.

A muitos quilômetros dali em uma montanha onde os pássaros cresciam mais do que o normal.
 Uma Elfa tentava tudo que sabia para me salvar da transformação em uma besta. Era a Elfa da Tempestade que sabendo que os seus amigos não poderiam usar magia pediu a uma das Águias gigantes da montanha encantada que me pegasse para ela. Se eu me se transformasse na besta não reconheceria meus amigos e com certeza precisariam me matar ou eu os mataria se eles por um momento vacilassem em acabar com a besta. Tempest já havia usado tudo que aprendeu com o mago Latosk de Gladiah que é o seu reino por direito. Nada estava surtindo efeito... Eu comecei a ficar com pelos... Elfos são desprovidos de pelos pelo corpo.  E as presas cresceram ficando maiores e mais grossas do que as  normais sendo eu um elfo. Feir estava conseguindo atrasar a mutação, mas se a lua cheia surgisse, Tempest não poderia mais fazer nada por mim.

Enquanto isso Kaku descobriu sobre as grandes águias e os amigos partiram para a montanha encantada, queriam me encontrar e rezavam para que eu estivesse viva e tivesse uma chance.
A subida da montanha foi tranquila, eles usavam tudo que podiam para que fosse rápido, mas mesmo sendo Elfos, entre eles havia o cigano Magno que era humano e não tinha a destreza dos elfos.
Quando estavam na metade da viagem e o céu clareava a noite com um tom avermelhado eles se desesperaram...

Precisando de ligeireza, Elessar pediu a Magno que ficasse ali esperando por eles que eles iriam usar a velocidade máxima dos elfos...
Nesse momento surgiu diante deles uma criatura imensa! Três vezes maior que um elfo e muito atarracada, com olhos demoníacos, dentes pontudos como os de tubarão e carregando uma maça quadrada imensa de acordo com o tamanho dele. Com certeza uma pancada nos elfos iria esmaga-los sem sombra de dúvidas.
Magno disse a Elessar e Dseyvar para desculpá-lo, mas não poderia ajuda-los a lutar com aquele ser, precisava me salvar.

E sem pensar duas vezes transformou-se no Sunahara deixando para trás sua chance de ser humano para sempre. Sunahara subiu a montanha muito velozmente enquanto Elessar e Dseyvar lutavam com a criatura.
Eles tinham suas espadas que bradavam com coragem, mas precisavam se esquivar da maça que a criatura girava e arremessava contra eles. Como se não bastasse!
Surgiram mais três seres da montanha com suas maças. Esses não eram tão grandes quanto o primeiro, apenas um pouco maiores que os elfos, mas muito ferozes.

Elessar pegou suas espadas e os enfrentou. Ele girava acertando com as duas espadas enquanto se esquivava das maças arremessadas e ia cortando as criaturas onde podia para que assim minasse as forças e as ferocidades deles. Enquanto arremessavam suas armas perigosas eles diziam:

- CARNE FRESCAAAA!

No idioma deles. Um deles acertou a massa em Elessar jogando-o longe, indo bater contra a parede rochosa, sorte que eles continuaram a pelejar com Elessar e não foram para cima de Dseyvar que estava encrencado com o gigante. Eles correram até onde o Elfo caiu.
Elessar balançou a cabeça um tanto atordoado no momento exato para rolar rápido ou seria acertado pela maça de um deles. Dseyvar continuava no desespero com o gigante. Fugindo da Massa e acertando estocadas com suas espadas dançarinas.

Elessar e os outros três estavam na beira do abismo... Um deles arremessou a maça: Elessar olhou para trás viu a distância arriscada e jogou o corpo para frente se esquivando da maça e ao mesmo tempo investindo com a espada para acertar a barriga da criatura. Mas a criatura segurou a espada. Os dois estavam cara a cara segurando a espada. Elessar olhou para ele deu um sorriso matreiro e cortou a cabeça dele com a outra espada! A cabeça rolou para um lado e Elessar girou para o outro lado segurando o braço do morto... Bem à tempo de rodar no ar o corpo da criatura decapitada e jogá-la de encontro aos outros dois que vinham enfurecidas para ele girando as maças, o corpo bateu de cheio nos dois caindo os três do abismo.

   O gigante jogou a maça em Dseyvar... Ele deu um salto para trás usando a rocha em sua frente como apoio e caiu em cima das correntes da maça em movimento. Depois pulou da maça aproveitando o movimento e correu pela parede da encosta acidentada, em seguida saltou no pescoço do gigante e cravou a espada em seu crânio. O gigante caiu para frente levando Dseyvar em seu pescoço. iriam cair os dois no abismo... Mas Dseyvar conseguiu rodar o corpo e usando a rampa feita pelo corpo que estava caindo para frente o Elfo correu sobre ele e saltou para a segurança.
Os dois elfos se olharam, estavam bastante machucados: Dseyvar por se jogar no chão rochoso para se livrar das maças e Elessar pelas pancadas recebidas das criaturas. Mas não tinham tempo para curar-se

Com atenção redobrada eles começaram a correr continuando a subida.
Estavam apreensivos e tristes por Magno ter usado Magia.
Sunahara chegou à gruta indicada por Kaku a lua estava aparecendo quase que a metade. Ele entrou na gruta e encontrou Feir tentando segurar a mutação.
Ele voltou a ser o cigano e perguntou a Feir se não havia mais jeito. Eu já estava desfigurada a mutação total se daria a qualquer momento.
Feir disse que tinha um último trunfo que ela usou na besta uma vez, mas que eu era um elfo e ela não sabia se poderia me matar.

Magno chegou perto de mim que estava amarrada em uma pedra eu já estava emitindo rosnados horríveis. Ele disse a Feir:

- Faça Tempest! Se ela não for salva teremos que mata-la. Não poderemos deixar mais uma besta naquela pobre cidade.

Nisso a Lua nasceu Majestosa, Pedante, Sabedora de seus encantos e olhou para Feir com desdém com a certeza que eu seria dela em momentos.
Feir pegou um saquinho de tecido que trazia preso a cintura, despejou na mão um pozinho cristalizado e colocou em uma flecha mágica explosiva. Em seguida armou seu arco e atirou em mim a flecha com as partículas cristalizadas de prata. As partículas de prata se espalharam por todo meu corpo profundamente me fazendo urrar de dor e desmaiar. Tempest disse a Magno:

- Se isso não mata-la vai impedi-la de se tornar uma besta por muitas décadas. Bem isso aconteceria se ela fosse um humano, mas como é um elfo eu não posso te dar certeza. Precisam procurar alguma cura magica.

Elessar e Dseyvar chegaram nesse momento e Feir contou a eles o que havia feito. Ficaram todos esperando.
A lua se pôs e eu continuava peluda, desfigurada e desmaiada.
Passado duas horas que fui alvejada com a flecha magica comecei a voltar ao normal.
 Antes que eu despertasse eles curaram a ferida causada pela flecha e Magno perguntou a Tempest como ela sabia sobre tudo aquilo.
Tempest contou a eles a sua história.

***********
- Por amor eu aprendi as magias que poderiam transmutar uma besta em seu respectivo humano. Foi a muito tempo.
Adriem é a “Besta do Lenhador”

Capitulo II

Há umas décadas atrás um Senhor misterioso pediu abrigo na casa de Adriem que era bem jovem. O humano queria um lugar para passar a noite e um pouco de comida.
Os pais de Adriem estavam trabalhando.
A mãe dele só vinha para casa nos fins de semana e o pai quase nunca era visto por ele, era um lenhador e o trabalho dele sempre o levava para muito longe.
Este senhor havia cortejado a mãe de Adriem que se negou para ele e por isso ele guardou rancor.
Esse mesmo senhor que foi recebido por Adriem nessa bendita noite e pareceu muito bom para o rapaz, Por saber que Adriem estava sempre só, contou-lhe histórias que encantavam!

Adriem morava em uma cidade interiorana e seu pai estava sempre fora à procura de árvores para o corte, porque ele nunca derrubava na mesma mata para que as árvores derrubadas pudessem crescer.
O humano deu a Adriem uma pele de lobo e um medalhão. Disse ao rapaz que era um presente mágico por sua hospitalidade e que quando ele precisasse muito de alguma coisa que lhe parecesse impossível de conseguir. Usasse o medalhão e cobrisse o corpo com a pele, em seguida fizesse o pedido usando as palavras que ele havia lhe dito e seria atendido, mas ele teria que pensar muito no seu desejo e tivesse certeza de que seria importante, porque só poderia usar o “presente” uma vez.

Adriem ficou muito feliz pelo presente! Guardou-o bem e não contou a ninguém para não quebrar a magia.
Alguns meses depois o pai de Adriem veio trabalhar na floresta perto da casa deles cortando árvores.
Adriem muito feliz de ter seu pai em casa, estava preparando o jantar para ajudar a mãe que estava trabalhando, assim quando chegassem o jantar já estaria pronto. Estava anoitecendo quando chegou um humano com a terrível notícia de que seu pai havia ficado preso embaixo de uma árvore ao derrubá-la. E que não conseguiriam retirá-lo a tempo...
O humano disse a Adriem que até cortarem a árvore em pedaços seu pai já estaria morto.

Adriem se desesperou! Seu pai estava com ele e iria morrer... Começou a rezar e se lembrou dos presentes magico. Imediatamente pegou-os e rumou a cavalo para onde seu pai estava... Quando chegou a noite já se fazia presente. Estavam cortando a árvore que estava em cima de seu pai, mas ainda faltavam muitos pedaços até que o libertassem. Seu pai já respirava com dificuldade...
Os lenhadores que ajudava desistiram...
Disseram que seria em vão porque Damien já estava morrendo! Começaram a juntar as ferramentas e foram embora. Adriem correu atrás deles segurando-os e pedindo que salvasse Damien. O chefe dos lenhadores passou a mão pela cabeça do rapaz e disse a ele que ficasse com seu pai em seus últimos momentos que já não podiam fazer nada por ele e que pela manhã voltariam para retirar o corpo para o enterro.

Adriem foi até seu pai e segurou a mão dele.
Damien pediu desculpas ao filho por ficar tanto tempo longe dele e agora iria partir sem ter aproveitado a vida juntos. Mas que fez isso porque precisava trabalhar...
Adriem apertou a mão do pai e disse que iria tirá-lo dali.
Levantou-se, colocou o medalhão no pescoço, se cobriu com a pele de lobo como o senhor mandou e disse as palavras que ele ensinou.
Ao ver aquilo, Damien chorou por pensar que os últimos momentos de sua vida só serviram para descobrir que seu filho era louco.

A lua surgiu! E apesar das advertências que o coração de Adriem indicava avisando que era algo perigoso o rapaz continuou a rezar as palavras mágicas. Adriem estava apavorado ao ver que não estava surtindo efeito e que seu pai continuava debaixo da árvore.
De repente Adriem se curvou sobre o corpo gritando de dor.
O pai dele não podia ajudar. Chamava pelo filho com desespero ao vê-lo se contorcer de dor.
 Como se a floresta houvesse atendido o apelo suplicante do rapaz da maneira que ela podia.

Adriem começou a se transformar ficando cada vez mais musculoso e peludo. As mãos estavam imensas ele se sentia muito forte.
Então segurou a árvore e usou toda força que adquiriu levantando a árvore e tirando seu pai de baixo dela.
Entretanto a mutação continuou!
Por um segundo a floresta tentando evitar aquela transformação parou todo som... Havia apenas o som dos músculos de Adriem que crepitavam diante do aumento de tamanho.

Deuses e demônios, céu, terra fogo e ar, todos estavam ali, todos eram apenas expectadores deste acontecimento mágico e maldoso da mutação do Humano em besta!
O pobre Damien com seu olhar vazio e perplexo diante da aberração que se transformou seu único filho, dizia as únicas orações que ele conhecia.
Até a Lua tentou impedi-lo desaparecendo no céu entre as densas nuvens, mas foi inútil ele estava encantado com magia forte e maldosa.
Damien tentou chegar junto do filho para ajudar arrastando-se mesmo todo quebrado... Havia um fogo no olhar do seu filho amado que impedia qualquer aproximação.

O momento chegou...
Adriem não ouvia mais nada, nem mesmo aos seus instintos que gritavam.
E totalmente transformado em uma besta estraçalhou seu pai que tentava segura-lo depois sumiu na mata.
Depois desse dia o pobre desolado rapaz que era feliz, mesmo com toda dificuldade vagou por florestas, cidades, atacou muita gente, até que o encontrou entre o povo de Gladiah o senhor misterioso que lhe deu o “presente” Adriem queria mata-lo como a besta que ele criou, mas como era dia claro ele não conseguiu se transformar, então pegou o punhal que ele carregava no cós da calça e enterrou nas costas do humano...

Ele deu um grito desesperado de dor olhando com espanto aquele rapaz que lhe feriu de morte e ele nem conhecia; com o olhar surpreso o humano perguntou.

- Porque fez isso? O que eu te fiz?

Adriem respondeu com um sorriso de escarnio.

- Eu sou Adriem filho de Lizbeth e Damiem! E essa é a natureza que você criou.

O humano reconheceu o rapaz que ele havia dado o “presente” pediu ajuda em vão.
Adriem simplesmente continuou olhando... Ele sabia que logo ele estaria morto.
O humano ainda viu uma lagrima rolar no rosto pálido do rapaz. E assim ele morreu aos pés de Adriem que tentou uivar... Mas ele ainda era um Humano... Então gritou alto sua vingança. Depois disso ele se tornou lenhador, mas não como seu pai. Ele devastava qualquer floresta para quem lhe pagasse mais.

E eu me apaixonei pelo Lycan Lenhador quando ainda muito jovem, mas abdiquei desse amor porque ele era a besta e como tal iria destruir meu povo.
E como lenhador destruiria nosso lar, nossa floresta.. Meus pais me deram em casamento ao Rei de Gladiah! É um costume do meu povo para unir as terras apenas entre os elfos. Casei-me por conveniência, mas me apaixonei por Aground devido ao seu carinho e compreensão para comigo!
Esquecendo assim o amor por Adriem.
Porém quis o destino que A “Besta do Lenhador” matasse meu amado Aground mesmo ele e Adriem sendo grandes amigos. Quando descobri que foi a Adriem como besta que o matou aprendi os feitiços para mata-lo, mas não tive coragem! Então usei as partículas para parar a mutação de Adriem em Besta. Consegui por uns anos, mas ele voltou a se transformar, Talvez por ter sido transformado por magia não consigamos regredir. Agora eu preciso mata-lo, mas não tenho coragem. Porque um dia eu amei esse Lycan.

Eu acordei! Deixando meus amigos felizes! Feir me contou o que havia acontecido e me disse que não tinha garantia do que poderia me acontecer.
Elessar me abraçou e disse que fariam o que fosse possível para que eu continuasse a elfa que eu sempre fui:
Bem nem tanto...
Minhas lãs se tornaram negras como a noite sem lua.




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